domingo, 16 de junio de 2019

"Ópera do Malandro", de Chico Buarque de Hollanda

Chico Buarque de Hollanda compuso en 1978 su Ópera do Malandro, inspirada en Beggar's Opera de John Gay y La ópera de tres peniques, de Bertolt Brecht y Kurt Weil.

La obra de Buarque fue llevada al cine por Ruy Guerra.


sábado, 15 de junio de 2019

"Eu entrei na roda", canción infantil en portugués


Hay en este vídeo de Eliana varias canciones infantiles, la primera "Brincando de roda", cuya letra es la siguiente:

 Eu entrei na roda
Eu entrei na roda
Eu entrei na roda dança
Eu não sei como se dança
Eu não sei dançar

Sete e sete são catorze
Com mais sete vinte e um
Tenho sete namorados
Mas não gosto de nenhum

Eu entrei na roda
Eu entrei na roda dança
Eu não sei como se dança
Eu não sei dançar

Esta noite tive um sonho
Que jogava futebol
Acordei de manhã cedo
Embrulhada num lençol

Eu entrei na roda
Eu entrei na roda dança
Eu não sei como se dança
Eu não sei dançar

Namorei um garotinho
Do colégio militar
O danado do garoto
Só queria me pegar

sábado, 1 de junio de 2019

Poesía concreta, Concretismo: "Beba Coca-Cola", de Décio Pignatari


·         En el Concretismo, vanguardia surgida en 1956, la más importante de Brasil, destacan: Décio Pignatari, los hermanos Augusto y Haroldo de Campos y João Cabral de Melo Neto.

Hay que tener en cuenta que, en los cincuenta, Brasil vivió un periodo de euforia política y económica, con el gobierno democrático populista de Juscelino Kubitschek (1956-1961), que favoreció la experimentación. J.K., como llaman los brasileños a su particular Kennedy, impulsó una eficiente política económica industrial y desarrollista. Estableció un Plan de Metas y quería desarrollar Brasilcinquenta anos em cinco”. Se abrió el país al capital extranjero, que instaló sus industrias aprovechando la mano de obra barata. Se inició la construcción de Brasilia, se extendió el empleo en la industria y el comercio, aumentó el consumo y todo ello creó una sensación de euforia y bienestar.

En el plano internacional, el triunfo de la Revolución Cubana fue un faro para muchos países del Tercer Mundo, que desearon independizarse de los Estados Unidos y de la URSS.

En el plano nacional, en Brasil la cultura y el arte se desarrollaron extraordinariamente. Surgían nuevas ideas: la Bossa Nova y el Tropicalismo en la música, el Cinema Novo en el cine, el Teatro da Arena y el Teatro Oficina en las artes escénicas, el Concretismo en la poesía y las artes plásticas, los festivales de música transmitidos por televisión, los Centros Populares de Cultura (CPC) que llevaban la cultura a la calle… Todo esto quebró en 1964, cuando la dictadura militar impuso de nuevo la censura y el exilio.

El Concretismo corresponde, por tanto, a esos momentos de euforia y confianza en el arte y la poesía que se vivió en Brasil. Los concretistas buscan el poema-icono. Quieren terminar con la poesía intimista y con el yo lírico. Su concepción se basa en la geometrización y en la visualización del lenguaje. Retoman ciertos postulados del Cubismo y el Futurismo, vanguardias europeas de comienzos del siglo XX. El movimiento creó la revista Noigandres para difundir sus ideas. Quieren romper con la estructura discursiva del verso tradicional, valerse de materiales gráficos y visuales, crear una poesía urbana, incluir la realidad de las grandes urbes, con sus anuncios publicitarios y sus bandoneones.

Los recursos de la poesía concretista son muy variados: experiencias sonoras; aliteraciones y paronomasias; variaciones tipográficas en forma, color y tamaño; diagramación del texto; creación de neologismos… El poema asume la forma de cartel, de anuncio, de fotografía o collage, de un objeto cualquiera de la producción industrial. El poeta se transforma en artista gráfico, en un artesano conectado con su siglo.

En su poema “Beba Coca-Cola”, que lleva como título el lema de una famosa marca de bebidas, Pignatari consigue la unión entre arte, publicidad, poesía y crítica social.


Otros poetas concretistas, como Augusto de Campos y Cassiano Ricardo, consiguieron también grandes resultados.

El Concretismo tuvo varios desdoblamientos, como el Neoconcretismo de Río de Janeiro, donde participaron poetas y artistas plásticos: Ferreira Gullar, Amílcar de Castro, Frans Weissmann, Lygia Clark… Y de ahí, aún surgirán nuevos movimientos, como el del poema-proceso de Wladimir Dias Pino y el de la poesía-práxis, de Mário Chamie.


"Beba Coca-Cola", de Décio Pignatari



"Sem um numero", de Augusto de Campos

"Gagarin", de Cassiano Ricardo

"Mar azul", de Ferreira Gullar


Cinco poemas concretos: "Cinco" (de José Lino Grunewald, 1964), "Velocidade" (de Ronald Azeredo, 1957), "Cidade" (de Augusto de Campos, 1963), "Pêndulo" (de E.M. de Melo e Castro, 1961/62) e "O Organismo" (de Décio Pignatari, 1960).

"País Tropical", de Jorge Ben Jor

Una canción mítica, mil veces representada, incluso en la ceremonia de apertura de los Juegos Olímpicos de Río.




Moro!
Num País Tropical
Abençoado por Deus
E bonito por natureza
(Mas que beleza!)
Em fevereiro (Em fevereiro!)
Tem carnaval (Tem carnaval!)
Eu tenho um fusca e um violão
Sou Flamengo, tenho uma nêga
Chamada Tereza...
Sambaby, Sambaby
Sou um menino
De mentalidade mediana
(Pois é!)
Mas assim mesmo feliz da vida
Pois eu não devo nada a ninguém
(Pois é!)
Pois eu sou feliz
Muito feliz, comigo mesmo...
Moro!
Num País Tropical
Abençoado por Deus
E bonito por natureza
(Mas que beleza!)
Em fevereiro (Em fevereiro!)
Tem carnaval (Tem carnaval!)
Eu tenho um fusca e um violão
Sou Flamengo, tenho uma nêga
Chamada Tereza...
Sambaby, Sambaby!
Eu posso não ser
Um Band Leader
(Pois é!)
Mas assim mesmo lá em casa
Todos meus amigos
Meus camaradinhas
Me respeitam
(Pois é!)
Essa é a razão da simpatia
Do poder, do algo mais
E da alegria...
Moro!
Num País Tropical
Abençoado por Deus
E bonito por natureza
(Mas que beleza!)
Em fevereiro (Em fevereiro!)
Tem carnaval (Tem carnaval!)
Eu tenho um fusca e um violão
Sou Flamengo, tenho uma nêga
Chamada Tereza...
Mó!
Num Pá Tropí!
Abençoá por Dê!
E Boní por Naturê!
(Mas que Belê!)
Em Feverê! (Em Feverê!)
Tem Carná! (Tem Carná)
Eu tenho um Fú! e um Viô!...
Sou Flamê, tê uma Nê
Chamá Terê...
Eu sou Flamê, tê uma Nê
Chamá Terê...
Do meu Brasil!
Moro!
Num País Tropical
Abençoado por Deus
E bonito por natureza
(Mas que beleza!)
Em fevereiro (Em fevereiro!)
Tem carnaval (Tem carnaval!)
Eu tenho um fusca e um violão
Sou Flamengo, tenho uma nêga
Chamada Tereza...
Moro!
Num País Tropical, Bi! Bi!
Abençoado por Deus
E bonito por natureza
(Mas que beleza!)
Em fevereiro (Em fevereiro!)
Tem carnaval (Tem carnaval!)
Eu tenho um fusca e um violão
Sou Flamengo e tenho uma nêga
Chamada Tereza...
Sou Flamengo, e tenho uma nêga
Chamada Tereza...

viernes, 31 de mayo de 2019

"A alegria", poema de Ferreira Gullar

Ferreira Gullar es un poeta social brasileño de ahora, uno de los más importantes de la poesía brasileira del XX,

En su poema "A alegria" critica esa visión del vivir como valle de lágrimas, que tanto difundió el cristianismo. Por eso dice él que "la justicia es moral, la injusticia / no". Todo un clamor.

Ferreira Gullar empezó en la vanguardia poética, en el Concretismo, pero se pasó a la poesía de resistencia por el avance de las dictaduras militares, tanto en su país como en toda Latinoaméríca. En su poema "Dois e dois:quatro" habla de las pequeñas cosas de la vida y de la falta de libertad.

A alegria 

O sofrimento não tem nenhum valor.
Não acende um halo em volta de tua cabeça, não
ilumina trecho algum
de tua carne escura
(nem mesmo o que iluminaria
a lembrança ou a ilusão
de uma alegria).

Sofres tu, sofre
um cachorro ferido, um inseto
que o inseticida envenena.
Será maior a tua dor
que a daquele gato que viste
a espinha quebrada a pau
arrastando-se a berrar pela sarjeta
sem ao menos poder morrer?

A justiça é moral, a injustiça
não. A dor te iguala a ratos e baratas
que também de dentro dos esgotos
espiam o sol
e no seu corpo nojento
de entre fezes
querem estar contentes.

Ferreira Gullar, “Na vertigem do dia”. In: Toda poesia. 11ª ed. Río de Janeiro, edit. José Olympio, 2001.

Dois e dois: quatro

   Como dois e dois são quatro 
sei que a vida vale a pena 
embora o pão seja caro 
e a liberdade pequena 

   Como teus olhos são claros 
e a tua pele, morena 

    como é azul o oceano 
e a lagoa, serena 

   como um tempo de alegria 
por trás do terror me acena 

   e a noite carrega o dia 
no seu colo de açucena 

   — sei que dois e dois são quatro 
sei que a vida vale a pena 

   mesmo que o pão seja caro 
e a liberdade, pequena.

Agosto 1964 (Dentro da noite veloz)

     Entre lojas de flores e de sapatos, bares,
mercados, butiques,
viajo
num ônibus Estrada de Ferro – Leblon.
Volto do trabalho, a noite em meio,
fatigado de mentiras.
     O ônibus sacoleja. Adeus, Rimbaud,
relógio de lilases, concretismo,
neoconcretismo, ficções da juventude, adeus,
que a vida
eu a compro à vista aos donos do mundo.
Ao peso dos impostos, o verso sufoca,
a poesia agora responde a inquérito policial-militar.
     Digo adeus à ilusão
mas não ao mundo. Mas não à vida,
meu reduto e meu reino.
Do salário injusto,
da punição injusta,
da humilhação, da tortura,
do terror,
retiramos algo e com ele construímos um artefato
     um poema
uma bandeira

     Entre tiendas de flores y de zapatos, bares
mercados, boutiques,
viajo
en un colectivo Estrada de Ferro-Leblon.
Vuelvo al trabajo, la noche en medio,
fatigado de mentiras.
     El colectivo se sacude. Adiós, Rimbaud,
reloj de lilas, concretismo,
neoconcretismo, ficciones de la juventud, adiós
que la vida
yo la compro al contado a los dueños del mundo.
Bajo el peso de los impuestos, el verso se sofoca,
la poesía responde ahora a un interrogatorio policial-militar.
     Le digo adiós a la ilusión
pero no al mundo. Y pero no a la vida,
mi reducto y mi reino.
Del salario injusto,
del castigo injusto,
de la humillación, de la tortura,
del terror,
retiramos algo y con eso construimos un artefacto
     un poema

una bandera

Textos para resumir y comentar. Bachillerato

Podéis ver el siguiente enlace:

One Punch-Man

One Punch-Man es un web cómic creado por ONE, que se lleva publicando desde el 2009. Se ha adaptado a anime (en emisión desde 2015) y también tiene un versión redibujada por Yusuke Murata (desde 2012).
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(A la izquierda se puede ver la versión de ONE y a la de la derecha la de Yusuke).

Este web comic entra en la categoría de "seinen" (género calificado para gente adulta, en las que el autor quiere hablar de algún tema demostrándolo en la vida del protagonista), .

La historia trata de Saitama (25 años) , un superhéroe por hobby, que tras hacer entrenamiento realmente básico (100 flexiones, 100 sentadillas y 10 km cada día), se ha hecho exageradamente poderoso. El problema es que está aburrido de su fuerza, ya que están fuerte que derrota a todos sus contrincantes de un golpe, cuando lo que quiere es una pelea frenética, en la que él tenga la opción de perder, en la que tenga que dar lo mejor de sí.

El cómic comienza prácticamente cuando Saitama salva a Genos (19 años), un ciborg que va de ciudad en ciudad buscando al ciborg que destruyó su ciudad y vengar se de él. Al ver el gigantesco poder que tiene el protagonista, le ruega ser su aprendiz para lograr ese poder también.

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(Saitama con su traje de héroe)                               (Genos)

A mí me ha gustado este web comic porque gran parte de este es una clara parodia de obras del género shonen (género calificado para adolescentes, en las que abundan la acción y contienen toques cómicos. Ej: Dragon Ball, Naruto...) y también a los cómics de superhéroes. Un ejemplo de la parodia a obras shonen es que Saitama alcanza un gran poder en poco tiempo y con un entrenamiento básico, cuando por lo general, en ese género, para conseguir gran poder, el protagonista debe entrenar mucho o hacer entrenamientos muy complicados. Otro ejemplo podría ser que de normal cuando alguien gana poder le crece el pelo, pero a Saitama le ocurre lo contrario, ya que se queda calvo al ganar poder. También, en ese tipo de obras, cuando el protagonista lucha contra un personaje importante acaba la pelea aprendiendo algo, pero en este caso Saitama es el que acaba dando una lección a su contrincante, siempre que no sea un monstruo.

Realmente recomiendo esta obra, ya que aunque aunque tenga parodias a otras obras de acción, no hace falta ver ninguna de esas para disfrutar esta.


martes, 28 de mayo de 2019

Eurovisión

¿Qué es Eurovisión?

Eurovisión es un concurso televisivo de carácter anual en el que participan 24 intérpretes concursando como cada una de las voces de los países elegidos de la Unión Europea.
Es el festival de música más grande en términos de audiencia (entre 200 y 600 millones en total).
El creador es Marcel Bezençon y los países de origen son Alemania, Bélgica, Francia, Italia, Luxemburgo, Países Bajos y Suiza (1956).

Eurovisión 2019

Como ya sabréis, este año la gala de Eurovisión se ha celebrado en Israel. Como todos los años. España ha obtenido unos resultados nefastos, el puesto número 22 de 26 con 60 puntos, y el ganador ha sido Países Bajos, con 492 puntos.


A continuación os vamos a mostrar, algunas de las actuaciones que mas interesantes nos han parecido.
En primer lugar la canción ganadora de la gala de este año.



Además queríamos mostraros una de las actuaciones más polémicas y de las que más se ha hablado en estos últimos días. Islandia fue extremadamente atrevida mostrando la bandera de palestina en su actuación sabiendo la situación política actual entre Israel y Palestina. Muchos saben que Eurovisión es una herramienta que sirve como cortina de humo para ocultar otros sucesos que ocurren en los países donde se celebra. En este caso ese suceso es la guerra entre Israel y Palestina por la liberación de esta última.



Por último, os queremos enseñar una canción que particularmente nos ha gustado bastante, a pesar de su puesto en la clasificación. Es la actuación de San Marino.


Esperamos que os haya gustado.